São 175 g e 1,5 cm de espessura. Esses dois números explicam o Gshield Titanium. Entre os dois power banks com ímã desta comparação, ele é o mais leve e o mais fino. Prende atrás do iPhone e vai junto para o bolso, sem formar um tijolo.
O outro magnético da lista, o Geonav PB10MAG, pesa 208 g e tem 1,8 cm. A diferença parece pequena no papel. Com o power bank grudado no celular, numa mão só, ela aparece.
A pergunta é se essa leveza vale mais que o dobro do preço.
| Carga | 10.000 mAh; Wh não informado na página |
|---|---|
| Indução | Qi, até 15 W; 5 W para fone e relógio |
| Saída por cabo | USB-C, perto de 20 W (9 V e 2,22 A, ou 12 V e 1,67 A) |
| Entrada | USB-C, até 18 W (12 V e 1,5 A) |
| Peso e medidas | 175 g (± 5 g); 10,5 × 6,5 × 1,5 cm |
| Carcaça | alumínio |
| Na caixa | cabo USB-C; sem fonte de parede |
| Garantia | 3 meses, mais garantia vitalícia co-participativa |
| Preço em outubro de 2026 | entre R$ 350 e R$ 360 |
15 W ou 20 W?
A página da Gshield fala em potência de até 15 W. Na parte de dúvidas, a mesma página fala em USB-C de até 20 W. Parece contradição, mas as duas coisas cabem.
Os 15 W são da carga por indução, a carga sem fio, com o celular encostado no ímã. Os 20 W são do cabo: 9 V vezes 2,22 A dá perto de 20 W. Quem precisa de pressa liga o cabo. Quem quer praticidade deixa o celular no ímã.
Para fone e relógio na indução, a marca informa 5 W.
Três a favor
O corpo. Carcaça de alumínio, 175 g e 1,5 cm. É o power bank que menos pesa na mão entre os que prendem no celular.
A tela. Mostra a carga que sobra no power bank. Antes de sair, você sabe se ele aguenta o dia.
O botão. Dois toques desligam a saída. Útil quando o celular já encheu e você quer guardar a carga que sobrou para depois, sem tirar o ímã.
Três contra
O preço. É o mais caro dos cinco desta comparação. Custa mais que o dobro do Geonav PB10MAG, que também tem ímã e indução.
As portas. Para cabo, só a USB-C. Não há USB-A, a porta retangular antiga, para um fone ou um relógio que ainda use esse cabo. E a página não fala em pedestal.
A garantia. São 3 meses de garantia comum. Depois disso, vale a garantia vitalícia co-participativa: a Gshield troca, mas você paga uma parte, e a página não diz quanto. Os Geonav desta comparação têm 1 ano.
Nosso veredito
Compensa para quem tem iPhone com MagSafe, usa o power bank grudado no celular durante o dia e se importa com cada grama no bolso. Nesse uso, ser fino e leve faz diferença todo dia.
Não compensa para quem quer o máximo de portas, um pedestal ou o melhor preço. Para isso, o Geonav PB10MAG entrega mais coisas por menos da metade.
O Android e a capa
O ímã segue o MagSafe, o sistema de ímãs dos iPhone. A própria Gshield avisa: no Android, para prender, o celular precisa de uma capa ou de um anel compatível com MagSafe.
A carga por indução, essa não depende do ímã. Funciona em qualquer celular com carga sem fio no padrão Qi. Sem a capa, porém, ele fica solto atrás do aparelho, e o ponto forte do Titanium se perde.
Se o seu celular é Android, some a capa no preço e pense se ainda faz sentido.
A fonte que não vem
O Titanium vem com cabo USB-C, mas sem carregador de parede. Para encher o power bank no hotel, você precisa levar uma fonte USB-C. A entrada aceita até 18 W.
A Gshield não informa quanto tempo leva para encher. Com o mesmo tanto de carga e a mesma entrada, os Geonav de 10.000 mAh levam cerca de 4 horas. É uma referência, e não um número da Gshield.
No avião
Bagagem de mão, sempre. A página não traz o Wh, a medida que a norma da ANAC usa. Fazendo a conta que a norma manda fazer com uma célula de lítio típica, os 10.000 mAh dão algo na casa dos 37 Wh, longe dos 100 Wh do limite. É uma estimativa nossa; o número oficial está na etiqueta do aparelho.
Da mesma norma: no máximo dois power banks por pessoa, contatos protegidos contra curto e nada de recarregar o power bank a bordo. E recomenda deixá-lo desligado do celular enquanto o avião voa. Então o Titanium fica guardado no voo e volta para trás do celular no desembarque.
Leve, fino, caro. Nessa ordem.
Equipe ComparaRápido de viagem
